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EDUCAR É, ANTES, SENTIR... E TODOS SÃO CAPAZES DISSO.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O PODER DAS PALAVRAS POSITIVAS (THE POWER OF POSITIVE WORDS)

POR MARI MONTEIRO




Não faz muito tempo, pedi  - através de um post no Facebook -  que meus amigos registrassem a primeira palavra positiva que lhes viesse à mente. FOI ENCANTADOR! A princípio não sabia exatamente o que faria com tantas palavras,  a intenção era apenas “LER  COISAS BOAS”. Porém,  depois de ler as palavras, percebi que muitas se repetiam. Decidi fazer uma espécie de ranking das palavras consideradas mais positivas e que, consequentemente, nos fazem bem. Foram mais de duzentas participações entre comentários  e manifestações “in box”. Grata surpresa. A propósito, estava devendo aos MEUS MIMOS.

Dentre as tantas palavras registradas (mais de cinquenta), citarei as cinco primeiras para, juntamente com vocês,  tentar justificar tais escolhas.  São elas:

1 – AMOR
2 – FÉ
3 – RESPEITO
4 – GRATIDÃO
5 – PACIÊNCIA

A velocidade e a fluidez das informações têm sido – a meu ver – as grandes vilãs da comunicação e do êxito das relações humanas. Em meio a este “CAOS TECNOLÓGICO”, a gente se perde na superficialidade das coisas da vida.  Com isso as definições das palavras se tornam cada vez mais rasas.


Diante disso, este artigo será escrito com PAUSAS INTENCIONAIS entre os comentários de uma palavra e outra (Confessemos.  Dá uma preguicinha só de pensar... rs) da lista. Justamente para comprovar para nós mesmos o quanto estamos nos tornamos cada vez mais preguiçosos, mais lentos para pensar e impacientes para alcançar alguma conclusão ou a algum contraponto que nos agrade ou que satisfaça nossos anseios e nossas curiosidades, virtudes estas que também estão respirando através de aparelho (nem me desculparei pelo trocadilho). Então, quando chegarmos à expressão: “PAUSA PARA O PENSAMENTO”, nós encontraremos alguns gatilhos para provocar nossa mente... Do contrário, sem as nossas reflexões, de que valeria esta leitura?




Não fiquei surpresa que a palavra mais citada tenha sido “AMOR”. Imediatamente pensei: “Será que todos nós definimos amor da mesma maneira?”. Penso que não. Sabemos que existem diferentes tipos de amo e diferentes formas de amar. O amor entre pais e filhos é bem diferente do amor entre duas pessoas que se amam. Tem o poli amor; tem o amor fraterno; tem o amor platônico; tem o amor incondicional e tem o amor próprio. Outro questionamento que me ocorreu foi: “É possível viver sem sentir amor?”. Sobre isso, também penso que não. Eu não saberia e desconheço quem nunca tenha amado.

PAUSA PARA O PENSAMENTO: A quem amo? Qual é a qualidade do meu amor? Amo incondicionalmente alguém? Amo coisas ou apenas pessoas? Sou amado (a)?





A segunda palavra mais citada foi: “FÉ”. Costumo dizer que – não importa em quem ou em quê – precisamos ter fé. “Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho.” (Renato Russo In. “A Via Láctea”). E, muito embora, Renato fizesse uso de ironia para se referir a muitas coisas, considero estes versos muito pertinentes em relação á fé. Porque é na crença d e que sempre existirá ou virá algo de bom que me apego quando tudo vira caos. Minha fé é o que resta quando os degraus acabam e o chão cede sob meus pés...


PAUSA PARA O PENSAMENTO: Qual minha “definição” de fé? Tenho fé em que e em quem? Como expresso minha fé?







“RESPEITO” é a terceira palavra da lista. Não me contive  e recorri ao dicionário, antes de dissertar sobre: “respeito: sentimento que leva a tratar alguém ou algo com grande atenção e reverencia.” (In. HOUAISS p 817). PENSANDO SOBRE ESTA DEFINIÇÃO, FIQUEI AINDA MAIS CONVICTA SOBRE A  ESCASSEZ DE RESPEITO EM NOSSO COTIDIANO. Raramente vemos alguém “dar” a merecida atenção á outra pessoas ou aos fatos.  Desaprendemos a respeitar, se é que aprendemos um dia. Além disso, há muita confusão quanto aos “parâmetros” do que é considerado respeito. Gritar com alguém (para mim) configura desrespeito; para outros, não. Dizer um palavrão dentro de um contexto em que se faça necessário (para mim) não é desrespeito; para outros é.


PAUSA PARA O PENSAMENTO: Respeito é algo que se aprende? Todos merecem ser igualmente respeitados? Em quais situações costumo faltar com o respeito?






A quarta palavra da lista é “GRATIDÃO”. Não sei se por conta; sobretudo, das redes sociais, de uns tempos pra cá, penso que banalizamos esta palavra. Tudo é gratidão. Eu mesma escrevo muito isso em meus posts. E há também a “florzinha da gratidão” criada pelo Facebook. É linda! Adorei! Por outro lado é uma palavra tão dita, que está sendo usada “no automático”, virou lugar comum. Parece uma ordem imposta ou uma convenção estabelecida; ou seja, temos a obrigação de  sentir gratidão e de manifestá-la por tudo. Não raramente, vejo pessoas que narram verdadeiras desgraças e  encerram seus textos, tuítes, posts ou comentários  com a famosa “#GRATIDÃO”.
Ainda sobre gratidão, atitudes semelhantes me levam a crer que perdemos muito da essência do  conceito de gratidão, do peso de seu significado. Outro aspecto que me chama a atenção nesta palavra é que a vemos muito POR ESCRITO; mas, raramente, a OUVIMOS no dia  a dia, seja no ambiente familiar, profissional ou social. Certamente, temos uma lista de coisas para justificar nosso sentimento de gratidão; porém, dificilmente focamos nisso e verbalizamos olho no olho.

PAUSA PARA O PENSAMENTO: Tenho o hábito de agradecer? Agradeço  de forma consciente ou como quem diz “saúde” ao ouvir um espirro? Crio expectativas sobre as manifestações de gratidão do outro?




A quinta e última palavra é “PACIÊNCIA”, lembrando que é parte de um ranking de mais de cinquenta palavras diferentes. Não sei precisar os motivos; mas, empaquei nesta palavra. Depois da quarta palavra até o momento em que consegui escrever  sobre paciência, passaram-se oito longos dias. E eu tentei diariamente. Nada saia. Terá sido falta de paciência? Agora sei que não, porque estou extremamente impaciente hoje e o texto está fluindo. Foram dificuldades e bloqueios sobre o tema mesmo. Ainda não estou confortável para falar disso. Muito provavelmente porque gostaria de ser muito mais paciente  e tolerante. Sinto vontade de ter paciência; por  exemplo, d e esperar que tudo se resolva com o tempo, Sabe aquilo que dizem: “Tudo chega a seu tempo!”? Minha crise já começa por aí. 

Além disso, ão acredito em tempo marcado para os fatos; sobretudo, quando, diante de uma perda irreparável, ouço: “Chegou a hora de fulano(a) partir.” Quem foi que estabeleceu isso gente? “É tempo de seca!”  e lá se vão anos perdidos pra seca, pra sede e pra fome. Ou então ouço: “Mas é tempo de chuva. É assim mesmo”. E lá se vão vidas, lares  e famílias inteiras perdidas. Talvez eu esteja confundindo paciência com CONFORMISMO Sempre senti asco  pelos conformistas. E eu os culpo por muitas mazelas. Certamente, terei muito que pensar sobre o conceito de paciência e; sobretudo, PRATICAR MUITO.


PAUSA PARA O PENSAMENTO: Como defino paciência? Em quais situações/circunstâncias sou impaciente? O que me  estressa mais IMPACIÊNCIA  ou o excesso de PACIÊNCIA? (Sim, porque existem pessoas que – de tanto serem pacientes – em um determinado momento surtam.)


Tal como a maioria, eu também fiz as pausas   e pensei muito sobre cada palavra. Dentre as muitas sensações, a que predominou foi a inquietação e percebi que não estou certa de que as uso sempre de acordo com o peso que carregam.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

FILME RECOMENDADO: “O QUARTO DE JACK” (RECOMMENDED MOVIE: ROOM”)

POR MARI MONTEIRO



O “Quarto de Jack” é  um daqueles filmes que temos vontade de  rever de tempos em tempos. E sobre o qual a gente quer conversar... Muito. Contudo, serei concisa. Mesmo porque, ficaram muitas falas e cenas gravadas em minha memória as quais levarei pra sempre. E isso é muito pessoal. O que posso afirmar é que o enredo nos  conduz a REDESCOBRIR O MUNDO E A ORIGEM DAS COISAS; assim como, nossa própria origem. É encantador...



Além disso, constitui uma excelente “ferramenta Pedagógica” indicada para o Ensino Fundamental II em diante. A trama permite a abordagem de temas relacionados a diversas áreas de ensino:  Arte; Sociologia; Psicologia; Biologia; Língua Portuguesa; Filosofia; História Geografia  e outras. Qualquer que seja  a área selecionada, o enredo permite debates riquíssimos, cujos temas podem ser:

- Isolamento  Social;
- Descobertas;
- Realidade X Imaginação;
- Liberdade;
- Conceitos sobre a natureza e sobre a origem das coisas;
- A profundidade X a superficialidade das relações;
- Identidade social etc.

SINOPSE E DETALHES:
Não recomendado para menores de 14 anos.
Lançamento: 2015. Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade. Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-228263 - acesso em 12/07/2017

Por ora, fiquem com o trailer oficial:


quarta-feira, 28 de junho de 2017

BRASILEIROS SIMPÁTICOS OU APÁTICOS? (BRAZILIAN SYMPATHY OR APACTIC?)

POR MARI MONTEIRO



Ontem ouvi a seguinte colocação de um correspondente brasileiro em Nova Iorque: “ Constantemente tenho sido  questionado aqui sobre a passividade dos brasileiros diante das denúncias sobre o presidente da república. As pessoas aqui não entendem por que o povo não está protestando.”  Trago esse assunto à tona, porque  essa é uma inquietação minha também.

Não se trata de apologia à violência; não quero pra nós o que  está acontecendo nas ruas da Venezuela, por  exemplo. Porém, confesso que não sou capaz de entender esta APATIA  que nos paralisa. A impressão que tenho é de que os noticiários estão falando de outro país; que nem conhecemos Michel Temer e os demais  (e  são tantos!!!) políticos envolvidos.

PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA: RODRIGO JANOT

O Presidente, com dedo em riste, se  apega a números “positivos”, afirmando que  a recessão está acabando. Números estes que não conseguimos VER e nem SENTIR. Ele se defende acusando. Típico. Se não existem provas concretas, como ele insiste em afirmar, por que não deixar que apurem os fatos até o fim? E ele será INOCENTADO, oras.

Contudo, a desordem é tanta que os conluios são planejados às nossas vistas. São vergonhosas trocas de “favores”. Diálogos que, pra mim, soam assim: “Olha, fiquem ao meu lado agora, porque vocês serão os próximos denunciados.” É nojento de ver. Uma quadrilha escancarada na nossa cara.


Eu, “Alice” que sou, às vezes, prefiro pensar que a maioria de nós não está entendendo a gravidade da situação. Que estamos todos sem perspectivas; sem opções; sedados ou acreditando, de verdade, nos discursos de Temer que afirmam que está tudo bem e ficará muito melhor em breve...

Estaríamos nós sendo simpáticos? Fazendo pose e sorrindo amarelo para não perder nossos empregos ou as migalhas que ainda nos sobram?

Ou, o mais provável e ATERRADOR, estaríamos apáticos? Imersos numa espécie de transe? Cansados ao ponto de “deixar quieto”? Não sei quanto a vocês; mas, tenho um círculo de amigos virtuais e “reais” que encontro as duas posturas... Ouço de um tudo:

-“Quer saber? Cansei!”
- “Nada adianta?”
-“As pessoas vão pra rua  e vira vandalismo!”
- “Graves só servem para atrapalhar a rotina de quem quer trabalhar!”
- “Alguém tem que jogar uma bomba no congresso!”
- “Gente! Que pasmaceira é  essa? Povo acomodado!”
- “Ninguém  se salva!”


O incrível e o que me deixa mais intrigada é que a FALTA DE DINHEIRO; DE EMPREGO; DE OPORTUNIDADES são aspectos unânimes. Quem não está devendo; não está comprando. Quem não está empregado,  não está comprando. Quem está empregado, não tem dinheiro pra  investir. Os pequenos empresários estão demitindo, limitando gastos, presos a uma tábua de salvação cheia de furos...


Outra unanimidade  constatada nas conversas que tenho; nos noticiários; leituras etc... (não precisamos de muitas fontes para saber disso...) é o fato de que quem sempre PAGA A CONTA – e continuará pagando – somos nós. Exemplo disso são os funcionários do Estado do Rio de Janeiro. Cadê seus JUSTOS SALÁRIOS (justos, porque trabalham e não pelo valor do contracheque, que é ridículo)? Existem pessoas passando fome. Profissionais das mais diversas áreas reduzidos a pedintes, dependendo de favores de parentes e amigos para sobreviver.


Então, se somos brasileiros; se nosso presidente é denunciado; se  seus pares são tão ou mais suspeitos que ele, como não se indignar???  Não quero “fazer a simpática!”. Está foda!!! Não consigo ser apática e, pior, a apatia do outro me incomoda. Muito. Por isso, escrevo; posto; discuto; compartilho; partilho; entendo e desentendo; OUÇO; aprendo; vejo; sinto; respeito... Só não me peça pra ficar indiferente. Não estou morta.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

DONALD TRUMP E O ACORDO DE PARIS (DONALD TRUMP AND THE PARIS AGREEMENT)

POR MARI MONTEIRO




O maior pacto global para combater as causas e minimizar os danos relacionados ao aquecimento global  conta com a colaboração de  195  e  eis que o líder de uma das nações que mais poluem no mundo, Donad Trump, se recusa a continuar fazendo parte deste acordo.


 

Não entendo como a pessoa tem um posicionamento desses: NÃO ACREDITAR NO AQUECIMENTO GLOBAL.  Até as crianças sabem que ele existe e os perigos que ele representa para o futuro do Planeta. Não faz muito tempo, escrevi um livro em parceria com meus alunos de 5º ano chamado:  “O PLANETA DO NETO DOS MEUS FILHOS”, ainda será lançado oficialmente. Saibam mais no link: 

http://educandoquem.blogspot.com.br/search?q=o+planeta+do+neto+do+meu+filho 

E eles, pequenos com cerca de nove  e dez anos de idade, conseguiram abstrair e pensar num Planeta em longo prazo. E Trump, agindo como criança mimada (e burra!!!) bate o pé para sair do acordo. 



Isso é inconcebível.  Depois de todo o trabalho de Obama acerca das ações  para poluir  menos o meio ambiente, que fizeram com que os EUA perdessem a primeira colocação para a China, entre os países mais poluidores do Planeta, este ser coloca tudo a perder. E, claro, vamos poluir. Poluir mais... O texto abaixo nos dá uma boa visão do significado da participação dos EUA no Acordo de Paris:

Acredita-se que os Estados Unidos se comprometeriam somente com a obrigatoriedade na revisão dos mecanismos das metas, já que dificilmente Obama conseguiria a aprovação do Congresso americano para um acordo climático totalmente compulsório. Apesar de ter se tornado um dos líderes mundiais na questão das mudanças climáticas, o presidente tem contra ele os radicais do partido republicado (céticos do clima e maioria no Congresso), que não compartilham de sua visão. Além disso, Obama já está em seu segundo mandato.“Conseguir que 200 países entrem um consenso será difícil, mas estou convencido de que teremos grandes avanços aqui”, disse Barack Obama, numa coletiva de imprensa, após seu discurso.De acordo com os cientistas do clima, as revisões periódicas das contribuições voluntárias são fundamentais para que se consiga manter a elevação da temperatura global em 2ºC até o final deste século.

Atualmente os Estados Unidos são o segundo maior poluidor do planeta, atrás somente da China. Representantes de outros governos, inclusive do brasileiro, viram com otimismo a declaração de Obama. “Isso é uma sinalização clara do presidente Obama de ter um acordo em Paris. Indica um caminho que é distinto do que estava aqui quando chegamos, de que os Estados Unidos eram contrários a qualquer instrumento que fosse legalmente vinculante'”, disse Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente,  “Não há como ter um acordo em Paris, um acordo robusto do clima, se os Estados Unidos não estiverem a bordo”. (Fonte: https://conexaoplaneta.com.br/blog/obama-defende-compromisso-legal-em-novo-acordo-climatico-global - acesso em 01/06/2017).




Por enquanto, só sei de uma coisa: O RETROCESSO É CERTO E O FUTURO DO PLANETA É TENEBROSO. São dois anos de esforço conjunto de quase 200 países. E, como dito na reportagem acima, os EUA tem um peso muito grande no acordo. Ou TINHA...  É lamentável que o Mundo esteja “dependente” (em grande parte) das ações  de um homem que pauta suas decisões em visões retrógradas e baseadas no  seu ponto de vista extremamente egoístico e duvidoso!



   

segunda-feira, 22 de maio de 2017

CRACOLÂNDIA E A GESTÃO HIGIENISTA DE DÓRIA (CRACOLAND AND HYGIENIC MANAGEMENT OF DORIA)

POR MARI MONTEIRO



Entendo que a “Cracolândia” consiste num problema gravíssimo, que envolve esferas sociais; econômicas e  educacionais. O que não entendo é que queiram “MATAR” os sintomas, sem combater as “CAUSAS”. Que tal começar pelo tráfico? Prender os traficantes... Sem ter O QUE comprar, talvez (disse talvez), os dependentes buscassem alternativas. Enquanto houver venda de drogas, existirão usuários... Mas, é mais fácil “matar” os fragilizados...




Até  a última sexta-feira, o Programa Chamado “BRAÇOS ABERTOS” era o que  supúnhamos que estivesse em prática. “Segundo números da prefeitura apresentados hoje (12), neste período as equipes da Secretaria Municipal de Saúde fizeram 3.164 abordagens a usuários na região da Cracolândia, no centro da capital paulista. Deste total, 355 pessoas tiveram atendimento médico, 280 foram encaminhadas para serviços de saúde, 1.550 foram abordadas em hotéis e 979 nas tendas da prefeitura.
Lançado no dia 14 de janeiro de 2014, o programa busca atender aos dependentes oferecendo auxílio financeiro, moradia, trabalho e capacitação profissional.
O programa da prefeitura acolhe dependentes químicos em hotéis da região central e oferece uma bolsa para que eles trabalhem por quatro horas por dia no serviço de limpeza de ruas, calçadas e praças no centro da cidade. Cada usuário recebe um salário mínimo e meio, que inclui os gastos com alimentação, hospedagem, além de R$ 15 por dia de trabalho.” (Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/02/em-um-mes-programa-de-bracos-abertos-cadastrou-386-usuarios-de-crack-em-sp - acesso em 22 de maio de 2017)


Não me perguntem o que falhou neste Programa (aliás, atrelado a outros Programas Federais implantados). Fato é que a POLITICA HIGIENISTA DE DÓRIA quer a cidade limpa, pintada,  cleam... O verdadeiro sentido de cidade “BONITA NA FOTO” (só na foto e a qualquer custo!).  É só acompanhar este vídeo:
 

Quando mencionei, antes, o combate às causas (ao tráfico),  penso que poderíamos seguir exemplos que já deram certo em outros locais. Nova Iorque, por exemplo, teve sua Cracolândia. Não tem mais.  (veja texto na íntegra e perceba a diferença NAS AÇÕES). http://veja.abril.com.br/saude/nova-york-tambem-teve-sua-cracolandia-e-conseguiu-acabar-com-ela - acesso em 22/05/2-17).
 
 


Fato é que, a truculência NÃO RESOLVE. Eles voltam, como cenas de Walking Dead. Veja  a matéria: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/08/1800634-apos-operacao-trafico-volta-a-cracolandia.shtml - acesso em 22/05/2017
 
 
Já me cansei de insistir que TUDO PASSA (OU NÃO, que é o caso) PELA EDUCAÇÃO. Desde  a Educação Infantil... Se o Poder Público não oferece ENSINO DE QUALIDADE, visando além do ACESSO do aluno a GARANTIA DE SUA PERMANÊNCIA; se torna impossível combater situações  similares à da Cracolândia. Porque a saída deve ser pautada prioritariamente na PREVENÇÃO; depois, na punição RIGOROSA dos TRAFICANTES...
 


O que houve na última sexta-feira foi similar a um combate a Peste Negra...  Mas, ma minha opinião, e da forma como enxergo esta administração (e dos anos anteriores também),  deveriam colocar  uma redoma na área ocupada e encher de gás letal. Esperar o tempo necessário para a parada respiratória em massa. Em seguida, Sr. Dória enviaria sua Equipe de Limpeza, e até ele próprio estaria lá – devidamente uniformizado – imagina se ele perderia essa oportunidade de marketing? Prontos para retirar os resíduos e as carcaças humanas de velhos, adultos, adolescentes, crianças e animais (também existem animais por lá)  que restarem... Depois, lavariam as ruas e calcadas com muito desinfetante, pintariam as paredes com cores neutras e fariam muitas selfies... Para a campanha Presidencial de 2018!


E, tem mais, aposto com vocês que não faltariam “figurantes” para fazer poses ao  lado de Dória. Por enquanto, me permito indignar e desejar que ele/eles (“autoridades”) acertem suas contas com o “ALÉM”...
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

BRASIL: O PAÍS DA DESESPERANÇA (BRAZIL: THE COUNTRY OF DESPAIR)

POR MARI MONTEIRO



Há muito tempo ouvi um causo mais ou menos assim:
 


“Deus, passando com um Anjo, que carregava um saco cheio de ‘presentes’ relacionados à natureza e à povoação do mundo,  estava fazendo a distribuição entre os locais que seriam  os países tal como conhecemos hoje. 

No caminho, Ele  ordenava:

‘- Aqui deixe bastante gelo. ’

‘- Aqui areia em abundância. ’

‘- Aqui muitas árvores e animais. ’

‘- Aqui muito frio’.

'- Aqui muito calor’.E assim por diante. 

Quando chegaram sobre o Brasil, Deus já cansado respirou fundo.

 O Anjo lhe perguntou:

‘- E aqui Senhor?’

‘- Aqui pode jogar tudo que tiver restado no saco. ’

‘- Mas, Senhor! É muita diversidade! Isso será o paraíso. Terá de tudo um pouco.  Poderá ser o lugar mais rico da Terra. ’

Ao que Deus respondeu:‘- É porque você não sabe o tipo de gente que colocarei aqui. ’ “ 



Desde então, sempre pensei que  o "tipo de gente" a quem  Deus se referiu eram os políticos. E são! Retrucando este causo, sempre encontro quem diga: "Ah! Mas, no Brasil não tem guerra! Aqui estamos no céu!". É um paraíso sim; mas, para os corruptos; é o pais da impunidade. Nós, pobres, honestos e trabalhadores vivemos em meio a uma guerra velada todos os dias pela sobrevivência. Desemprego; violência; descaso com educação e saúde...



Penso que a maioria de nós brasileiros, não acordou bem hoje. Impossível digerir tanta coisa ruim e nefasta. Não podemos sequer nos dar ao luxo de SEPARAR O JOIO DO TRIGO. Só tem joio! Pra onde quer que olhemos, dá nojo!

 


Quando digo “Brasil: a desesperança”... Refiro-me ao nosso DESESPERO somado à  falta de esperança. Não estamos conseguindo acompanhar os fatos. Nossa insegurança beira o caos. Não há ninguém que possa nos trazer uma fala que amenize nossa decepção e nos faça acreditar em dias melhores.
 


Há menos de 48h  tínhamos noticias de que a economia estava dando mostras de aquecimento. Uma luz no fim do túnel. Mal assimilamos isso, vem a bomba. E o caos que a sucede. NÃO PODEMOS CONFIAR EM NINGUÉM. Chegamos  a tal ponto de pilantragem que, mesmo seguindo a Constituição Federal,  o que vemos numa possível eleição indireta é UMA FILA DE SUCESSORES CANALHAS!!! Imaginem Rodrigo Maia como presidente, mesmo que interino, seria o fim. 
 


Por ora, não me acusem de pessimismo. Vejo-me como a maioria dos brasileiros: CANSADO; DECEPCIONADO; ENVERGONHADO;  PERDIDO e TRISTE. Uma tristeza legítima  que precisa se equilibrar com a justa indignação  a fim de nos proporcionar o raciocínio e o discernimento de que necessitamos nesse momento para agir em prol da JUSTIÇA e do BEM COMUM, se é que isso ainda é possível.
 

Vou para por aqui. Volto daqui uns dias... Quem sabe com um tantinho de esperança pra compartilhar com vocês...  



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